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Coluna Esportiva: DUPLA GRENAL- ANO 7-Nº 111

DESTAQUES

GRÊMIO

Se Grenal arruma a Casa, não sei. Mas ganhar Grenal sempre é bom!

Colunista: Fernando Luiz Signori

No dia do Grenal, em resenha com meu compadre e colunista Colorado Daniel, o assunto era como seria escrever a Coluna da Dupla depois de um Grenal que decidiria vaga à Semifinal da Copa do Brasil, até porque não era somente um Grenal de classificação, mas sim, de dois times medíocres que brigam na parte  inferior da tabela do Brasileirão.

Passado o temido Grenal, para mim, sem dúvida, ficou mais cômodo escrever, afinal de contas vencemos e jogamos um bom clássico diferentemente do que foi o primeiro confronto na semana passada (horrível, desanimador, péssima qualidade). O fator local até pode ter sido importante, com quebra de recorde de público na Arena, porém o que se viu foi um adversário mal escalado e o time do Grêmio jogando com determinação e com o dever de vencer. Aqui cabe ressaltar o futebol contundente do Weverton, Wallace, garra de Kannemann, Caito, Villasanti e a volta dos gols de Carlos Vinícius.

As competições de mata-mata sempre foram marcas de destaque para o Grêmio, e agora mais do que nunca, o time estando mal, jogando mal e gerando muitas críticas e protestos com a Direção, Comissão Técnica e jogadores, obtivemos a classificação de forma sólida em cima do rival, e por se tratar de clássico tudo seria possível de acontecer, até como já relatei, o primeiro Grenal talvez tenha sido um dos piores da história.

Sempre ouvi dizer que “Grenal arruma a Casa”, espero que seja verdadeira esta afirmação, porque a nossa “casa” está desarrumada faz tempo e se não for arrumada podemos no final do ano pagar um preço bem alto por isso. Se arrumar, quem sabe nos libertamos da parte inferior da tabela do Brasileirão e em novembro possamos buscar classificação para a grande final da Copa do Brasil.

O ano não está sendo bom para o Grêmio, porque além da desclassificação desastrosa da Copa Sulamericana, e atual situação na Copa do Brasil, estamos enfrentando sérios problemas financeiros que são abordados diariamente na imprensa, e mesmo com as vendas de Viery e Mec, a situação é assustadora. A classificação da Copa do Brasil rendeu 9 milhões e sem contar a renda do jogo que ultrapassou 5 milhões. Teremos o jogo da semifinal que novamente lotará e dinheiro ao caixa entrará.

Sou Gremista, torcedor, mas sempre consciente de que se ganhar Grenal é bom, perder é horrível. Se ganhar arruma a Casa, espero que a nossa esteja começando a ser organizada para termos um final de ano mais digno.

INTERNACIONAL

Colunista: Daniel Potrich Barzotto

Luta pela série A.

A ideia era fazer a coluna logo após o Gre-Nal. Mas conversando com o colega colunista gremista Fernando, optamos para deixar para sábado. Achamos complicado escrever ou ter ideias após esse jogo. Principalmente para o lado que não passaria de fase.

Ao final do jogo, qualquer colorado não teria criatividade e em paciência para escrever algo sobre a atuação do seu time. Semelhante ao primeiro Gre-Nal, foi um jogo horroroso para o lado vermelho pelo desempenho da equipe no confronto.

No primeiro confronto, muitos alegam que a arbitragem deveria ter dado o segundo cartão amarelo ao jogador Carlos Vinícios. O Inter terá jogado boa parte com um jogador a mais e ele não poderia ter jogado na Arena pela expulsão.

Apesar da má fase, grande parte da culpa desse péssimo desempenho foi do técnico Pezzolano. Errou as duas escalações de ambos os jogos. Mas pelo menos no primeiro confronto o placar havia ficado no 0 a 0, porém na Arena, ele entrou com jogadores mais veteranos, e que não vinham muito bem. Thiago Maia e Bruno Henrique não podem jogar juntos.

Outro problema do técnico colorado é que ele nunca repete escalação. Estamos terminando uma temporada e ainda não temos um time titular. Como diz o Guerrinha, comentarista da RBS: “Na dúvida coloca os melhores”.

E o péssimo desempenho vem associado as contratações sem efetividade. Calebe e Sanabria chegaram em meio a temporada e pelo jeito vão ter ritmo de jogo só em 2027. O goleiro não se firmou em nenhum equipe na sua carreira e chegou para resolver o problema dos arqueiros.

A direção já havia trazido Borré e Valência, com altos salários e baixos rendimentos. Ambos foram negociados e contrataram Alerrandro, que após a copa, sem nem ter feito uma boa partida, se reapresentou acima do peso. O meia suéco Niclas Eliasson chegou em agosto e só jogou alguns minutos do Gre-Nal no Beira Rio. O único que está jogando das últimas contratações é o zagueiro Maripán.

Agora voltamos a focar no Brasileiro, onde vivemos uma situação muito complicada. O Inter está em décimo oitavo colocado com 25 pontos, com 25 jogos. Até então conquistou apenas CINCO vitórias e 10 empates. E para alcançar 46 pontos, precisamos ainda 21 pontos, ou seja, SETE vitórias. Claro que poderemos empatar alguns jogos e vencer outros, o que necessitará menos vitórias para mantermos na série A.

Nessas 25 partidas do total de 38 do Campeonato Brasileiro o Internacional tem apenas 33% de aproveitamento. Para chegar aos 46 pontos, precisamos de um aproveitamento superior a 50% nos últimos 13 jogos restantes.

Até vou deixar os jogos para encerrar a coluna para cada um tentar tirar 21 pontos nesses confrontos. Será uma tarefa complicadíssima. Até viemos bem pós copa. Empatamos contra o Palmeiras e Flamengo, porém na sequencia empatamos com o Remo e o Galo. Os dois pontos perdidos contra o Remo, já se equivaleram aos empates contra o Palmeiras e Flamengo.

Jogos restantes do Inter no Campeonato Brasileiro: Santos (C), Chapecoense (F), São Paulo (F), Corinthians (C), Grêmio (F), Mirassol (F), Botafogo (C), Fluminense (F), Coritiba (C), Vasco (F), Vitória  (C), Bragantino (C), Cruzeiro (F).

No Beira Rio era difícil perdermos um jogo, e nesse ano o fator local está péssimo. Nesses 25 jogos, as cinco vitórias aconteceram apenas duas vezes em Porto Alegre. Dentro do Beira Rio, o Inter jogou 13 partidas, venceu apenas 02 e empatou uma. Analisando os próximos confrontos, precisaríamos vencer todos os seis jogos dentro da nossa casa, mas o histórico e o desempenho desse ano nos assusta.

 

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