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COLUNA: Ao Arqueiro os seus dedos

DESTAQUES

Colunista, Historiador- Everton Villa ( Vevi )

A copa do mundo chegou ao fim e trouxe consigo nuances não tão sutis como a palavra refere. De sarcástico o mais do mesmo, sobretudo em se tratando de Estados Unidos e seu “trumpismo”, que na boa linguagem gaúcha e fazendo uso de um vício de linguagem que professores de Língua portuguesa detestam, “avacalha com tudo”. Mas deixemos o homem laranja pra lá, não há mais nada que esperar desse sujeito.

As torcidas de Inglaterra e França fizeram um embate memorável no Hard Rock Stadium, em Miami, falo das torcidas porque me fizeram lembrar da guerra dos cem anos. Ingleses e franceses literalmente guerrearam por 116 anos, do final da idade média entre 1337 até 1453, logicamente ocorreram pausas, mas pequenas, fato é que cinco dinastias passaram por esse período reivindicando tronos.

Conto essa pequena e curiosa história, justamente porque vi na TV um torcedor inglês apontando os dois dedos o indicador e o médio para torcedores franceses. Assim é a maneira dos ingleses xingarem ou provocarem, diferentemente dos brasileiros que mostram apenas o dedo do meio, um dedo solitário, mas deveras agressivo.

A história dos dois dedos remete à guerra dos cem anos, onde os ingleses eram exímios arqueiros e, eventualmente, quando eram capturados, os franceses cortavam os dois dedos dos ingleses, e esses, se tivessem a sorte de escaparem com vida, jamais voltariam a ser arqueiros.

Fato posto, os ingleses fizeram esse recorte lá de trás, do final do medievo, para usarem quando se encontram em situações de embate. Mostrar os dois dedos é o mesmo que dizer: “olha aqui eu ainda tenho os dois dedos e posso usá-los para te lançar uma flecha.

Claramente essa história não vai mudar a vida de nem um leitor, ela é tão somente a casualidade de um jogo de futebol que me fez rememorar, através de um gesto, uma guerra que ocorreu há mais de 600 anos e ainda tem a força de ser representada em um simples gesto de dedos e que pode ou não passar despercebido.

Dito isso, também é melhor e salutar para minha saúde mental, falar de futebol e ignorar as atitudes do presidente norte-americano que corrompeu uma copa, junto com a FIFA e seu representante maior, Gianni Infantino, um sujeito caricato, uma excrescência e completamente submisso aos mandos de Trump. Infantino não faz bem para o futebol mundial e Trump, bem, Trump é o suprassumo da canalhice política que invade o mundo todo.

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