
INTERNACIONAL
Colunista- Daniel Potrich Barzotto
Fim de Roger?
Depois de várias técnicos e times medianos, entramos 2025 com a esperança de retornar a ganhar um grande título. Roger Machado deu muita esperança ao torcedor colorado. Depois de oito anos, voltamos a vencer o Campeonato Gaúcho.
No campeonato Brasileiro, em 2024 o time de Roger atingiu a maior marca colorada na história. Acumulamos uma sequência de 16 jogos de invencibilidade. Porém, mesmo com o bom aproveitamento, não vencemos nada.
Entramos 2025 com a expectativa de ganhar algo. O time estava bem montando e organizado. Mas como há algum tempo eu mesmo comentei sobre o assunto, o Internacional contava com um bom time, mas não tinha plantel.
E como o time conta com a média de idade alta, as lesões começaram a aparecer. Com as saídas dos titulares, os reservas não responderam o esperado e o time começou a acumular baixos desempenhos e derrotas.
Fernando era peça chave na frente da zaga. Mas o veterano sofreu grave lesão e não deve retornar esse ano aos gramados. Roger tentou vários jogadores na posição sem sucesso. Na desclassificação da Copa do Brasil, escalou Richard, mas logo saiu lesionado e o Ronaldo entrou e cometeu um erro grave na frente da área.
Ronaldo que foi trazido do Juventude a pedido do Roger. Todo técnico tem suas convicções e preferências. É só analisarmos os últimos que estavam na casa mata colorada. Coudet tinha muita confiança no Mustos, que acabou afundando junto com o técnico, e agora, Ronaldo, um jogador comum, é um dos preferidos do técnico colorado.
Mas a má fase vem somada ao nosso ataque. A dupla de atacantes de praticamente 4 milhões de salários mensais, tem apenas quatro gols no Campeonato Brasileiro. Nos jogos contra o Fluminense praticamente não apareceram. Tiveram chances, mas sem sucesso.
E quando a fase é ruim, arrasta vários jogadores. Wesley no ano passado recebeu várias ofertas por ser destaque na equipe, e atualmente está sendo escalado por teimosia do Roger. Tiago Maia pediu várias vezes para sair, queria ir para o Santos, e agora é titular do time. Talvez alguém discorde, mas está jogando menos que o Ronaldo!
Sendo assim, é difícil ter esperança nesse ano. Lutaremos no Brasileirão por uma boa colocação e na Libertadores teremos na próxima semana o confronto contra o Flamengo, que também foi eliminado da Copa do Brasil. Dessa maneira, vem sedento por uma classificação e com um time muito mais qualificado.
GRÊMIO
Colunista- Fernando Luiz Signori
Expectativa x Realidade
O primeiro semestre do ano findou, e o saldo para o Grêmio nas competições não poderia ter sido pior. A expectativa do Octacampeonato Gaúcho foi frustrada, a eliminação da Copa do Brasil vexatória, e o que restava seria a classificação na Copa Sulamericana que foi ladeira abaixo, diante de um time medíocre do Alianza Lima, com gol de Barcos.
Todavia, o que foi sonho em janeiro, tornou-se pesadelo. Além das eliminações já citadas, a situação que permeia o Grêmio é de total preocupação diante da péssima campanha neste findar de turno do Campeonato Brasileiro, algo assustador. O Grêmio não tem elenco e nem time, o que se vê são jogadores de qualidade deficitária, desinteressados e sem a identidade tricolor.
A realidade de ver gols e não sofrer gols, é absolutamente o contrário. Jogamos contra o Fluminense e se quer um chute a gol demos, isso acredito que não acontece nem na várzea, mas está ocorrendo no Grêmio. Sem contar que não há jogo do qual não sofremos gol.
O segundo semestre começou e só resta sair das proximidades da zona indesejada, e para que isso ocorra, é preciso, urgentemente, reforçar com qualidade e comprometimento o time. Chegaram Carlos Vinicius e Balbuena, já tinha chegado Alex Santana, reforços porém insuficientes. O que se vê é que a direção está focada na busca de mais jogadores e o nome da hora é o investimento na busca por Roger Guedes, valores divulgados que são simplesmente um absurdo.
Além de reforços é preciso limpeza de elenco, afinal, um plantel caro para tão pouco futebol, dimensiona a falta de planejamento de uma direção que aparentava sucesso, mas está sendo uma negação. Resta agora criar novamente expectativa com o futuro Presidente e investidor Marcelo Marques e esperar que juntamente com o Tio do Pão e com o Tio do Arroz, elevem o Grêmio a um novo patamar, caso contrário estaremos vivendo o mundo de um clube pequeno e sem capacidade de lutar por grandes objetivos, seremos, assim, meros lutadores pelo Gauchão.
Para finalizar, chegamos a uma realidade em que Grêmio e Inter se apequenaram a ponto de gastar fortunas, endividarem-se e deixarem o torcedor enfurecido, sem perspectivas, sem orgulho de ser torcedor, tudo por conta de gestões sem compromisso e capacidade de gerenciar os dois maiores do Rio Grande e que já estiveram entre os maiores do Brasil.
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