GRÊMIO
Colunista: Fernando Luiz Signori
O que ainda pode acontecer?
O título de Campeão Gaúcho, por sinal com sua devida importância, talvez tenha escondido algo muito grave o qual estamos vivenciando a cada jogo do tricolor. Não é mais início de temporada, nem mais período de contratação e reformulação de elenco. Já estamos em abril e o que temos são vexames e mais vexames, literalmente um jogo pior que o outro.
Vou me deter em alguns dados estatísticos que foram revelados depois do jogo com o Montevidéu City Torque, os quais revelam que o Grêmio venceu este ano fora de casa somente em duas ocasiões e era pelo Campeonato Gaúcho. No entanto, o pior não é isso, é que jogando em casa venceu somente três vezes sem contar os jogos do Gauchão. Como torcedor, eu acreditava que dentre tantos fiascos nos últimos anos, o jogo contra o Remo, de um empate medíocre em casa contra o lanterna que tinha um jogador a menos teria sido o topo da vergonha. Para surpresa, o pior foi acontecer na última quarta-feira na estreia da Copa Sulamericana, com a derrota para o time que sequer tinha torcida no Estádio, um time com poucos anos de existência o Montevidéu City Torque e que nem eles acreditaram da façanha.
O que vamos esperar de um time que nem vontade tem, mas que acumula uma folha de 25 milhões de reais e as contratações mais caras da história do Grêmio, um time que não tem lateral, ou melhor, tem um lesionado, um veterano e um atacante na lateral direita, na esquerda um que está fraturado e que estava jogando bem, um tal de Caio Paulista que não sei se teria chance de jogar nos campeonatos de várzea da região.
Não irei comentar de cada posição porque seria literalmente encher linguiça, pois a deficiência e a falta de comprometimento irrita a cada jogo e que sabemos o quanto o elenco está deixando a desejar. E o mister Luis Castro não está conseguindo fazer o time jogar, já testou tudo e todos e os resultados são mais que insatisfatórios. Demiti-lo? Quem vai pagar os mais de 40 milhões que teria direito de receber? E aqui nos deparamos com dívidas gigantescas herdadas da gestão passada e no caso do treinador, o contrato foi realizado por esta gestão, então a culpa é de quem comandou e comando um clube dessa grandeza.
Cadê o futebol das “promessas”: Mec, Monsalve, André Henrique e Tetê? E dos medalhões: Willian, Braitwhaite, Balbuena, Kannemann? O que vemos é um goleiro melhor do que tínhamos, mas que falhou no Uruguai, a zaga jovem titular com o Gustavo Martins e Vierry estão se afirmando e mesmo deixando a desejar, temos o artilheiro até então do Brasileirão, o Carlos Vinicius.
O que ainda poderá acontecer? Não sei e nem quero pensar, porque o Grenal que será o próximo jogo será fora de casa e a estatística está aí, e ainda o Grêmio a cada jogo, pior. Havia vencido o Botafogo e Galo e depois foi ladeira abaixo com empates contra o Bragantino, Chapecoense… despencou ao ponto de ver o rival que havia iniciado muito mal encostar na tabela e prestes a nos ultrapassar e nos deixar brigando pelos tão necessários 45 pontos. Fica realmente esta dúvida. Resta aguardar, mas as esperanças não são as melhores a curto prazo. Como diz um amigo meu: “Oreeemooosss!”
INTERNACIONAL
Colunista: Daniel Potrich Barzotto
A contratação do ano.
Talvez a maior contratação do ano do Internacional, não está dentro das quatro linhas do campo. Podemos dizer que o técnico Pezzolano está sendo o nosso grande diferencial. Contamos com um time inferior tecnicamente do ano passado e ele está conseguindo colher resultados.
O uruguaio está se adaptando ao que tem a disposição. E está colocando em campo os jogadores 100% fisicamente. Salvo dois ou três jogadores, o restante do grupo não se diferencia muito na questão qualidade. Sendo assim, Paulo Pezzolano prioriza os que podem ter entrega total na partida.
Um exemplo foi em adiantar o Bernabei e coloca-lo como um ponteiro esquerdo. Muitos contestam a sua marcação, mas ainda é muito melhor que os laterais que atuam em outras equipes do Campeonato Brasileiro. Mas na frente ele está rendendo bem. Tem muita velocidade, agilidade e é um dos melhores batedores. Inclusive fez um golaço de fora da área contra o Corinthians.
Carboneiro é um dos melhores jogadores que contamos no grupo, mas ele as vezes cadencia o jogo o que facilita a marcação adversária. E o Bernabei acabou ajudando num jogo mais rápido e dinâmico, o que confunde a marcação dos adversários.
Outra boa contratação foi o Villagra. Desde a saída do Fernando tivemos sérios problemas de achar um substituto na frente da zaga. E falando ainda do técnico, ele teve a coragem de tirar o Alan Patrick que não vinha muito bem e poupa-lo.
Com a boa sequencia, saímos do Z4 e respiramos no Brasileirão. Nos últimos 5 jogos, empatamos apenas contra o São Paulo e vencemos as demais. E nesse sábado vamos encarrar um GreNal no Beira Rio, onde ultimamente o Inter não vence em casa e o Grêmio não vence fora.
Teoricamente entramos como favoritos pelo momento de ambas equipes. O Inter joga em casa e vem apresentando uma melhora nos últimos confrontos. Mas esse é o receio de jogar um GreNal. O favoritismo se anula no clássico, e pode desarrumar a casa.
Acredito que será um jogo de cautela, com ambas equipes se arriscando pouco. O Inter entrará com medo de perder pra um time que está em um mal momento e o Grêmio terá medo de perder pro seu maior rival. Porém, um empate não é um bom resultado para o Inter. Pezzolano precisará desses três pontos para firmar o bom momento e se afastar da parte de baixo da tabela do Campeonato Brasileiro.
Deixe uma resposta