Mais consciência, menos ódio nas eleições
Colunista: Jones Scheit
Domingo será o dia de escolher o presidente do Brasil para os próximos quatro anos. Será o momento de exercer o direito ao voto e a cidadania, escolhendo, cada um, o candidato que considera mais preparado para governar o país.
O que tem chamado minha atenção desde o início da campanha é a falta de conhecimento dos brasileiros em relação aos candidatos. E não estou falando de A, B ou C, mas de todos. É impressionante como grande parte da população passa quatro anos sem ler uma notícia, buscar uma informação concreta ou acompanhar o que determinado político realmente fez ou deixou de fazer. Porém, em apenas dois meses de campanha, muitos parecem ter se tornado especialistas em política, conhecendo tudo e todos.
Na prática, o que vemos são ataques de todos os lados. Falta respeito, ética, empatia e conhecimento sobre a realidade do mundo, do Brasil, do Rio Grande do Sul e dos municípios. Cada cidadão tem o poder de escolher em quem votar. O que não tem é o direito de ofender, difamar, espalhar ódio ou compartilhar informações que desconhece.
Se você deseja mudança, comece sendo a mudança. O mundo está perdido, o ser humano está cada vez mais intolerante e caminhamos para situações preocupantes. Mesmo assim, continuamos repetindo os mesmos erros, defendendo lados e deixando de analisar ideias, propostas e históricos.
Nunca foi tão fácil entrar no jogo da política brasileira: basta escolher um lado e atacar o outro. Dessa forma, grande parte da população abraça discursos sem avaliar verdadeiramente o candidato, suas propostas e sua capacidade. No fim, tudo acaba saindo exatamente como muitos políticos desejam: um povo dividido, brigando entre si e esquecendo de cobrar resultados.
Que possamos votar com responsabilidade, respeito e consciência. Que saibamos ouvir opiniões diferentes sem transformar adversários em inimigos. Afinal, enquanto discutimos e propagamos ódio, continuamos pagando muitos impostos para manter a boa vida de quem deveria trabalhar pelo bem da população.
Mais respeito, mais empatia, mais informação e mais cobrança. É disso que o Brasil precisa.
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