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Redes Sociais: É triste, mas é a nossa realidade

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Redes Sociais: É triste, mas é a nossa realidade

Redes Sociais: É triste, mas é a nossa realidade

Colunista- Jones Scheit 

Ah, a era das redes sociais, esse fascinante circo de imbecilidades onde a busca por seguidores, visualizações e likes se tornou uma obsessão digna de estudo antropológico. É quase poético ver como a banalidade e a infantilidade se tornaram os novos critérios de sucesso. Na verdade, o que mais me impressiona é a capacidade humana de se rebaixar a extremos inimagináveis em nome de um punhado de cliques.

É um verdadeiro espetáculo de horrores, onde a lógica foi substituída por uma corrida desenfreada atrás do “viral”. Pessoas se expõem a situações ridículas, muitas vezes arriscando suas vidas por um vídeo que, em questão de horas, pode ser esquecido no vasto mar de conteúdos descartáveis. E vamos ser sinceros: no Brasil, quanto mais ruim, mais idiota for, mais sucesso fará. Essa é a triste realidade.

A decadência do ser humano se revela de forma crua nesse cenário. O que deveria ser um espaço para a troca de ideias e o aprendizado se transforma em um terreno fértil para a imbecilidade. A necessidade de validação externa tomou conta e, em muitos casos, o que importa é ser visto, mesmo que isso signifique se expor a ridículos e perigos.

E assim seguimos, entre risadas e desespero, observando essa busca insaciável pela aprovação alheia, enquanto o conteúdo de qualidade vai sendo sufocado sob o peso do absurdo. A ironia é que, em vez de evoluir, muitos parecem regredir, buscando na superficialidade uma forma de se sentir relevantes. É triste, mas é a nossa realidade.