Vazio Sanitário e Zoneamento: Soja 25/26
Vazio sanitário e zoneamento soja 25/26
A safra de inverno de 2025 encontra-se em desenvolvimento e os produtores já tem suas programações e ações em curso relacionado a próxima safra de verão, com especial atenção a cultura da soja. Neste sentido é importante estarmos atentos a algumas regras oficiais estabelecidas pelos órgãos e ministérios que fazem o regramento legal e o ditame de algumas ações.
A portaria SDA/MAPA n° 1.271 de 30 de abril de 2025, estabelece o período de vazio sanitário e o calendário de semeadura de soja em nível nacional, referente a safra 2025/2026.
Para o Rio Grande do Sul, o vazio sanitário compreende o período de 03 de julho de 2025 a 30 de setembro de 2025.
O vazio sanitário é o período contínuo, de no mínimo 90 dias, em que não pode plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área. Essa medida fitossanitária é uma das mais importantes para o controle da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. O objetivo é reduzir ao máximo possível o inóculo da doença, minimizando os impactos negativos durante a safra seguinte.
A mesma portaria apresenta o calendário de semeadura que no caso do RS vai do dia 01 de outubro de 2025 até 28 de fevereiro de 2026. Neste ponto é importante fazer uma reflexão, pois para fins de semeadura e gerenciamento de risco ainda é necessário observar a portaria de zoneamento agroclimático para cada município.
A portaria SPA/MAPA 379 de 24 de junho de 2025 aprova o zoneamento agroclimático da cultura da soja para o estado do Rio Grande do Sul para safra 2025/2026. Para exemplificar no município de Colorado, se formos utilizar uma cultivar do grupo I (cultivares de grupos de maturação relativa menor que 6.2), semeada sobre um solo com água disponível classificada como AD5, o período de semeadura vai de 01 de outubro até 31 de janeiro/26.
Ainda vale ficar atento quanto ao tipo de solo de cada gleba para avaliar sobre possíveis intervalos em que a faixa de risco se eleve e com isso ocorra penalização relacionada futuras indenizações.
O importante é buscar boas informações com os assistentes técnicos em relação a adequada classificação e encaixe quanto as faixas de riscos e período determinados na documentação oficial. A EMATER e demais assistentes possuem as ferramentas adequadas para fornecer as informações e discutir da melhor forma possível.
Matéria: Fabiano Gregorio- Engenheiro Agrônomo da Emater.
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