Colunista- Everton Vila ( Vevi )
No início das formações das civilizações, precisamente onde hoje é a Grécia, existiram vários povos, várias etnias com culturas e hábitos diversos e distintos. Esses povos vieram em busca de melhores condições de vida, e de certa forma conseguiram se organizar socialmente ali e conviver, produzindo e fazendo trocas de produtos, afinal as terras gregas eram pouco férteis, daí a necessidade do cambio para viver.
A vida não era nada fácil, mas tudo iria piorar, explico: Chegaram naquele lugar os dóricos, povo imponente, afeito a guerra, repudiando e destruindo tudo e todos que ousassem contestar as ordens dóricas. Culturas foram destruídas, construções também. Restou aos povos migrarem daquele lugar, não havia mais espaço, agora seriam apenas dóricos e sua cultura, sem jônicos, eólios ou aqueus, alguns dos povos que habitavam essa Grécia antiga.
Esse evento tem um nome na História, diáspora, outras ainda viriam, porém essa foi a primeira diáspora grega. Faço uso desse recorte histórico e dessa analogia para analisar o momento de disputas geopolíticas que vivemos enquanto americanos .
Sim, embora algumas pessoas não saibam ou mesmo não estejam nem aí, nós somos todos americanos e fazemos parte de um continente. Os do sul, os do centro e os do norte. E ao que me parece, os nortenhos tendem a ser mais possesivos, especialmente na figura caricata, amorfa e alaranjada de um presidente que pensa ser o dono da América e, é muito provável, a estátua da liberdade ganhe um topete “hollyudiano” dos anos 50 e uma pintura com novas tonalidades, beirando o gosto da excrescência.
Trump, o presidente dos EUA, deporta pessoas como se fossem mercadorias estragadas, rejeita veementemente tudo que estiver fora dos padrões que ele julga aceitável, delimita espaços e desafia toda a América Latina com seus discursos carregados de preconceito, ódio e nuances imperialistas de anexação de territórios. Nada diferente do que já fizeram Júlio Cesar, Napoleão e as duas maiores aberrações que o mundo já pariu, Mussolini e Hitler.
Por óbvio Trump não chega aos pés de Napoleão, menos ainda de Júlio Cesar, este foi um guerreiro extraordinário e um grande conquistador de corações (isso não vem ao caso, mas eu o admiro também por isso, coisa que o sujeito laranja jamais será), e também não se alinha tanto aos nazifascistas, apenas, é claro, pela imbecilidade de achar que também é o dono do mundo.
Sinceramente pouco me importa se as pessoas são deportadas dos EUA, você não deve ficar aonde não é bem-vindo, é idiotice. No entanto não suporto a ideia de achar que tudo vindo do norte deve ser ouvido e repetido e consentido. Trump desafia por confiar na força bélica de seu país, porém também pouco me importa essa força, não somos norte-americanos!
A história da América Latina não passa pelo norte, não somos a mesma gente, nem temos o mesmo gosto (a não ser por assassinar nativos), então sigo propondo que danem-se, Trump e suas forças, talvez ele consiga a guerra que procura, mas nada por aqui é dele, nada! Nem a América, nem o mundo. As coisas só são laranja na face cômica e arrogante desse sujeito, que embora nascido nos EUA, descende de uma família de imigrantes, patético, não é mesmo?